AFOGAMENTO
Este povo vaiado, de peito cansado,
Cochila no ponto.
Um cochilo assustado, da noite perdida,
Da noite acordada.
E este pão suado que se ganha na vida,
Não sustenta a fome da boca babada,
De raiva e suor, que se junta na poça.
Na poça de sangue que é a tinta do mundo,
Isto tudo azucrina o santo ideal.
E de pileque a pileque, de sapato na lama,
O povo se afoga na pátria que ama.
J Vieira
Este povo vaiado, de peito cansado,
Cochila no ponto.
Um cochilo assustado, da noite perdida,
Da noite acordada.
E este pão suado que se ganha na vida,
Não sustenta a fome da boca babada,
De raiva e suor, que se junta na poça.
Na poça de sangue que é a tinta do mundo,
Isto tudo azucrina o santo ideal.
E de pileque a pileque, de sapato na lama,
O povo se afoga na pátria que ama.
J Vieira

Outro belo poema, meu caro, sobre a arte que é viver. Viver é também sofrer, pelo menos, neste mundo. Junte-se a isso o fato do sofrimento do povo brasileiro, sendo mais preciso. Somos brasileiros e não largamos o osso! A sua crítica nas entrelinhas continua precisa e voraz! Parabéns.
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