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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

TEMPO BOM

TEMPO BOM
Quem pensa que sou do mundo novo,
muito se engana.
Sou do tempo de muita graça e pouca dor.
Do tempo das histórias de amor.
Do tempo das verdadeiras baianas,
das verdadeiras ciganas.
Sou do tempo que só em olhar, se conhecia,
quem era rapaz, quem era menina.
Sou do tempo dos lampiões e das lamparinas,
do tempo do peixe vivo e do ar puro.
Do tempo da mata virgem, da moça virgem.
sou do tempo da galinha no quintal,
do tempo em que o povo cantava sorrindo,
o Hino Nacional
J Vieira

Um comentário:

  1. Eta poema saudosista dos bons!É pena que aqueles tempos não voltam mais. A vida era mais simples,no entanto, mais bela, mais pura. O eu lírico fez-me ver que não sou só eu que sinto falta de certas coisas do passado, como brincar nas ruas de Laranjeiras até de madrugada, às vezes. Eis uma parte que destaco - "...do tempo em que o povo cantava sorrindo o Hino Nacional". Infelizmente, hoje impera a alienação. Tenho pena das novas gerações...

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