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quarta-feira, 21 de julho de 2010

CHUVA DE REMORSO

CHUVA DE REMORSO
A chuva que cai dos meus olhos,
que escorre e se empoça no teu portão,
talves seja um súplica.
Talvez seja mais um pedido de perdão.
A chuva que cai dos meus olhos
e que molha o teu corpo distraído,
talvez seja uma forma, de fazer o nosso amor,
ser de novo devolvido.
A chuva que cai dos meus olhos,
é tristeza da tua ausência.
O remorso dos meus erros, procurando te trazer,
na correnteza da minha culpa,
por ter um dia, tentando te esquecer.
J Vieira

Um comentário:

  1. Meu caro companheiro, mais um poema seu delicioso. O eu lírico chora copiosamente pelo arrependimento de ter tomado o outro caminho que a vida lhe proporcionou. Palavras como “chuva”, ”empoça”, “molha” e “correnteza” dão um contorto todo especial ao poema e evocam a água, talvez, uma sede de tê-la de volta a todo custo, ainda que seja impossível. É lamentável saber que o eu lírico saiba disso...

    Obs: Deixei uma resposta em meu blog para seu precioso comentário. Deixe-me saber o que pensa.

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