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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Para não Calar

PARA NÃO CALAR
Arranquei uma cidade da inocência,
Já não conheço felicidade com a minha experiência.
Uso o sorriso como aparência, e na madrugada,
O remorso pinga em forma de lágrimas.
Afio a faca para cortar defeitos e limpar lembranças,
Mas o cordão da distância está no meio do sonho,
E o sonho, é uma criança.
O dente arranca a unha e alguem deturpa o meu recado,
Mas tenho uma dor como testemunha, no sabor do meu pecado.
Sei que estão pouco se importando se estou sorrindo ou chorando,
Mas para não calar, vou rasgar o peito em verso,
Contrariando quem me contraria, e mostrar ao universo,
Que o meu mundo, é uma poesia.
J Vieira

Um comentário:

  1. Meu caro amigo, se me permite a ousadia - este é o seu melhor poema, a sua obra prima. Ao lê-lo, eu senti o bojo do eu lírico, a ironia, a semântica complexa do encadeamento de palavras, o sangue pulsando a todo vapor... Prosto-me para honrá-lo... Em ti, desaba a glória!

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