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sexta-feira, 18 de março de 2011

TEMOR

Temo diante da pergunta sem resposta,
Da proposta feita de costas
Que a vida me faz.

Temo este mal envolvido,
Este bem esquecido.
Esta paz no meio da violência,
O desespero da paciência.

Temo este amargo gosto,
Este pecado imposto
Que o mundo me impõe.

Temo esta festa de lágrimas,
Esta roupa encardida.
Este carnaval de feridas,
Que me fere ainda mais

J Vieira

Um comentário:

  1. É com muito deleite que eu comento mais um de seus belos poemas. Amei este poema em especial, sobretudo, porque o tema do poema é inerente a todo e qualquer ser humano, é um de nossos legados mais preciosos! O eu lírico expõe todo os seus temores mais recônditos, temores politizados e altruístas, que são ou deveriam ser da consciência de todos! Curvo-me mais uma vez a sua maestria.

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