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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

RENÚNCIA


Este muro que divide a consciência,
Este significado que não significa.
Este vômito, esta gula...


Esta verdade que não fica,
Este egoísmo que estrangula
E me interroga em cada minuto,
Em cada segundo.


Este sorriso que recua,
Esta dor vulgar...
Este gesto que se insinua
E me deixa mudo.


E é este mal profundo,
Esta renúncia que me faz renunciar.


J. Vieira

Um comentário:

  1. Mais um belo poema, meu caro. Já sentia falta de "degustar" mais uma de suas criações. O eu lírico coloca para fora toda a angústia que lhe toma a alma e põe também tudo na conta da renúncia. O enígma é: qual renúncia seria essa? Bem, a resposta pode estar dentro de cada um de nós...

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