PASSAGEM
Um passa com pressa,
outro passa com medo.
Um passa com gesto,
outro passa sem nome.
Um passa com o resto,
outro passa com fome.
Um passa pelo desvio,
outro passa com a lanterna.
Um passa perna,
outro passa frio.
Um passa cuspindo,
Outro passa cuspido.
Um passa de terno,
outro passa despido.
Um passa cheio,
outro passa vazio.
É tanta gente passa
que nem sei se chego.
Entre sabidos e leigos,
uns se alimentam de ilusões,
Outros iludem nações.
J Vieira
Um passa com pressa,
outro passa com medo.
Um passa com gesto,
outro passa sem nome.
Um passa com o resto,
outro passa com fome.
Um passa pelo desvio,
outro passa com a lanterna.
Um passa perna,
outro passa frio.
Um passa cuspindo,
Outro passa cuspido.
Um passa de terno,
outro passa despido.
Um passa cheio,
outro passa vazio.
É tanta gente passa
que nem sei se chego.
Entre sabidos e leigos,
uns se alimentam de ilusões,
Outros iludem nações.
J Vieira

Neste perpétuo vai e vem de pessoas, tal como as engrenagens de uma máquina, eu passei por aqui, com prazer, devo dizer e, sem mais nada a acrescentar, vou-me. Belíssimo poema, mais uma vez.
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