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sábado, 26 de setembro de 2009

TODA DOR SE SARA

Quero encontrar as coisas escondidas.
Quero uma agulha para costurar os furos da vida.
Quero uma peneira para peneirar o pó da estrada
E separar as cascatas de amor do meio do ódio.

Seja com quem for – eu quero ir!
Ir sem cisma, com o peito cheio de prisma,
E vasculhar este mundo.

Quero ver este universo sem ciúme
E tirar o vazio da multidão.
Quero que todos se gostem
E que me deixem gostar de todos.

Só não quero que estas lágrimas
Desbotem o colorido da minha cara,
Antes que eu consiga provar ao povo,
Que com paz e amor, toda dor se sara.

J Vieira

3 comentários:

  1. Mais um poema maravilhoso de um homem que brinca com as palavras, tomando-as emprestado para si, e depois devolve-nos, as palavras, melhor, muito melhor do que sairam Mais um poema maravilhoso de um homem que brinca com as palavras, tomando-as emprestado para si, e depois acaba por devolver-nos, as palavras, melhor, muito melhor do que saíram e nos presenteia com textos que tocam no fundo da alma. Parabéns!

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  2. Adorei a poesia... você deixa eu postar no meu blog ???

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  3. Claro que pode, Polyana! É uma honra ter um dos meus poemas fazendo parte do seu blog.

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