SORRINDO DA PRÓPRIA DESGRAÇA
Quando achamos graça
Do pobre infeliz que chora,
Poderíamos dar, de graça,
Migalhas de sorriso
Que nos implora.
Quanta graça sem graça
Que vemos pelo mundo afora,
De gente triste que passa,
Fingindo que não chora.
E esta vontade de chorar sorrindo
É sorriso triste e sem graça,
De quem do mundo vai sumindo,
Sorrindo da própria desgraça.
J Vieira
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Mais um poema extraordinário tecido pelo amigo poeta. Um poema profundo, que nos faz analisar a quantidade de pessoas que passam pela a nossa vida, muitas delas, implorando por ajuda, e nós não vemos ou, se percebemos, ignoramos, porque o que parece ser sempre mais importante é nós mesmos. Ledo engano as nossas consideração pouco altruístas, porque a visão holística diz que estamos todos conectados e que, portanto, nada é independente, de modo que ajudando o próximo, ajudamos a nós mesmos. Obrigado por me fazer lembrar disso...
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