HOMEM MÁQUINA
Passei por mim e fui ao ar me afagar,
Fui me controlar, para não chorar de mim.
Passei por mim e fui ao campo
Jogar saudade e catar remorso.
Passei a converter os meus sonhos em novelos,
A enrolar os meus cabelos nas entranhas das idéias,
Mas sem iludir a minha platéia, que de mim,
Só espera sucesso.
Passei por mim com as mãos vividas e envolvidas,
Entre coisas boas e más.
Passei por mim, no meio de todos,
E me vi só.
Olhei para o céu, para terra,
E entre vidros e concretos, me vi ferro.
Ferro das estruturas evolutivas do mundo.
Eu me vi e me decepcionei.
Vendo-me de longe,
Senti que estou virando vidro.
Tornando-me um homem de concreto,
Um homem de ferro.
Homem robô, homem máquina.
Passei por mim e fui ao ar me afagar,
Fui me controlar, para não chorar de mim.
Passei por mim e fui ao campo
Jogar saudade e catar remorso.
Passei a converter os meus sonhos em novelos,
A enrolar os meus cabelos nas entranhas das idéias,
Mas sem iludir a minha platéia, que de mim,
Só espera sucesso.
Passei por mim com as mãos vividas e envolvidas,
Entre coisas boas e más.
Passei por mim, no meio de todos,
E me vi só.
Olhei para o céu, para terra,
E entre vidros e concretos, me vi ferro.
Ferro das estruturas evolutivas do mundo.
Eu me vi e me decepcionei.
Vendo-me de longe,
Senti que estou virando vidro.
Tornando-me um homem de concreto,
Um homem de ferro.
Homem robô, homem máquina.
J Vieira

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