POEMA DA ROSA
Oh rosa!
Tu és a última das últimas.
Tu és a oferta da praça, arrancada com graça,
E serve de adorno, na conquista do amor.
Tu és da última primavera, da antiga era,
Que se junta no peito da dor.
Tu és do longo tempo, do longo vento,
Que até eu poeta, não me contento!
Tu és a rosa pedregosa que se junta
Com os feixes de tardes.
Oh rosa!
Rosa do pano estampado, do peito magoado.
Tu és a rosa feita de plástico da plástica do povo.
Tu és a rosa de um tempo novo,
Não conheces mais o mato,
Tu és a rosa do asfalto.
Deixaste o amor e vives de fatos.
Não és mais a paixão do beija-flor...
Não há mais beijos, nem desejo...
Tu és a estampa do azulejo!
J Vieira
Oh rosa!
Tu és a última das últimas.
Tu és a oferta da praça, arrancada com graça,
E serve de adorno, na conquista do amor.
Tu és da última primavera, da antiga era,
Que se junta no peito da dor.
Tu és do longo tempo, do longo vento,
Que até eu poeta, não me contento!
Tu és a rosa pedregosa que se junta
Com os feixes de tardes.
Oh rosa!
Rosa do pano estampado, do peito magoado.
Tu és a rosa feita de plástico da plástica do povo.
Tu és a rosa de um tempo novo,
Não conheces mais o mato,
Tu és a rosa do asfalto.
Deixaste o amor e vives de fatos.
Não és mais a paixão do beija-flor...
Não há mais beijos, nem desejo...
Tu és a estampa do azulejo!
J Vieira

Algumas vezes eu me pergunto – para quem nós realmente escrevemos? Quem está por nós? Você, por exemplo, produz um material bom e onde está a valorização que você merece? O público brasileiro, infelizmente, está aquém disso tudo e, talvez, não sei ao certo, jogamos pérolas aos porcos... Somos todos culpados. Quanto aos seus textos, volto a dizer que é de um lirismo impressionante. Seus poemas são singelos e atraentes. Eles destroem essa realidade funesta e reconstroem algo de maior significado, algo, por assim dizer, sublime. Continuemos, meu caro, pois.
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