ARTISTA
Eu sou um artista.
Sou o mocinho, e na tela do cinema,
Quem é espancado sou eu.
Nunca fizeram, mas dizem que gostariam
De fazer alguma coisa por mim.
Mas continuo sendo o artista do térreo,
Lutando debaixo do trampolim.
Sou o mocinho que consegue amar
No meio da heresia.
O artista que consegue sorrir de estômago vazio.
Procuro a moça sofrida, sou o artista
Que não escapa dos tapas da vida.
Não tenho intervalo, não tenho pausa.
Sou artista de muitas causas.
Sei que os tiros não são de festim,
Mas permaneço lutando, todo furado,
Porque artista que se presa, não morre no fim.
J Vieira
Eu sou um artista.
Sou o mocinho, e na tela do cinema,
Quem é espancado sou eu.
Nunca fizeram, mas dizem que gostariam
De fazer alguma coisa por mim.
Mas continuo sendo o artista do térreo,
Lutando debaixo do trampolim.
Sou o mocinho que consegue amar
No meio da heresia.
O artista que consegue sorrir de estômago vazio.
Procuro a moça sofrida, sou o artista
Que não escapa dos tapas da vida.
Não tenho intervalo, não tenho pausa.
Sou artista de muitas causas.
Sei que os tiros não são de festim,
Mas permaneço lutando, todo furado,
Porque artista que se presa, não morre no fim.
J Vieira

Seu José Vieira, é com muito prazer que viro seguidor de seu blog. Este seu ofício poético é um serviço de utilidade pública para os que têm fome de arte, de devorar a boa leitura, para alimentar a alma. Sempre que postar algo novo, estarei aqui para ler e comentar. Quanto ao poema, você, o artista sobrevivente da luta pela vida, já está imortalizado em seus poemas... Parabéns. Abraços.
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